WMSA LOGÍSTICA

Blog sobre Logistica, Transporte e Armazenagem

GESTÃO DA ARMAZENAGEM

O Controle de Inventário tem por finalidade atuar como um

mecanismo interno moderador e compensatório, de forma a ate-

nuar possíveis oscilações entre diferentes fatores condicionantes

(fornecedores, vendas, compras, etc.), que possam de alguma

forma, por exemplo, afetar a produção em uma empresa ou tor-

nar indisponível um equipamento vital.

Gerenciar a armazenagem é conhecer com detalhes e com-

plementarmente o funcionamento de todo o setor, para atacar

possíveis “elos fracos” da corrente. Um bom sistema contábil é,

talvez, o melhor meio (formal) de se reunir os dados que per-

mitam a orientação e coordenação das decisões a serem adotadas

à luz das metas ou objetivos gerais de uma organização.

A CONTABILIZAÇÃO DO MATERIAL ESTOCADO

O centro de qualquer processo administrativo é a decisão:

uma escolha dirigida para um objetivo.

A decisão está calcada basicamente em dois sustentáculos:

o planejamento, que decide sobre os objetivos e os meios para a

sua consecução; e o controle, que verifica a execução das tarefas.

Em ambos os casos, surge a Contabilidade como a princi-

pal ferramenta de que dispõe o administrador para a consecu-

ção dessas tarefas.

Do ponto de vista do planejamento, é notória a necessida-

de de que este seja alicerçado em dados concretos observados

em uma série histórica. Em outras palavras, planejar significa

projetar metas /objetivos a serem alcançados, com base em fa-

tos reais já ocorridos que, invariavelmente, acham-se evidenci-

ados por registros contábeis.

Por outro lado, quando pensamos no controle, também in-

variavelmente, temos que dispor dos dados reais que estão ocor-

rendo,assim, mais uma vez, vemo-nos obrigados a consultar os

nossos registros contábeis.

Há que se salientar que, para a Contabilidade desempe-

função precípua (principal instrumento para a To-

mada de Decisão), é de vital importância que todos os atos e

fatos mereçam registro contábil, de forma correta e no tempo

certo e para isso o administrador tem que ser o maior “parcei-

ro da Contabilidacle, fornecendo-lhe os dados necessários.

A partir da tomada de decisão, segue-se a ação, que atua

como um fator de correção para que o planejado e o produzido

pelo sejam idênticos, envolvendo, inclusive, o treina-

mento que faz o processo.

OS OBJETIVOS DO CONTROLE DE INVENTÁRIO

Sob o enfoque contábil, o principal objetivo do Controle de

Inventário é descobrir e manter o nível ótimo de investimento

em estoque. Se este estiver muito alto, haverá custos desneces-

sários e riscos de Obsolescência e, caso contrário, a produção

pode vir a ser prejudicada com perdas de vendas. Neste tópico,

para o administrador podem pesar, na hora de decidir sobre

possíveis “cortes”, os aspectos da essencialidade dos itens es-

tocados.

Na medida em que o administrador se conscientizar dos

valores que envolvem suas áreas e de que forma eles interfe-

rem no resultado da organização, ele contribuirá inequivocamen-

te na sua redução e na melhoria dos processos.

PLANEJANDO FACILIDADES FÍSICAS

A boa visualização do material pode colaborar com um rá-

pido inventário.

O homem tem movimentos certos e bem definidos e, se-

guindo regras básicas, o manuseio, além de mais rápido e segu-

ro, será menos cansativo.

MÉTODOS DE VERIFICAÇÃO DO INVENTÁRIO

Como já se viu, controlar O inventário significa ter O conhe-

cimento exato das quantidades e valores agregados às merca-

dorias existentes em estoque em um dado instante.

Se, por um lado, denota uma certa quantidade que se tem

em estoque, permitindo alcançar um nível de segurança, traz,

por outro, a necessidade de que estas quantidades sejam as mais

fidedignas possíveis; daí o porquê do controle do inventário es-

tar correlacionado, obrigatoriamente, com a exaustiva tarefa de

contar os itens estocados, que nada mais é que o inventário físico.

A CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS

Cada item de material pode ser classificado de infinitas

formas, ein função de suas características de emprego, matéria-

prima, custos, etc. Para a finalidade pretendida (estudo), e ape-

nas como uma forma de despertar o raciocínio, seguem-se al-

guns tipos de classificação.

PELAS CARACTERÍSTICAS FíSICAS

De acordo com o estado da matéria, podem ser sólidos, lí-

quidos e gasosos.

Podem estar apresentados em embalagens individuais

(somente para os sólidos), em embalagens padronizadas (caixas

Com 20 unidades , bombonas de 20 litros ou ampolas de 5 m3);

ou a granel.

Podem ,ainda , ser grupados pelo tipo de manuseio, em fun-

ção de seu tamanho (comprimento X largura X altura), peso ou

densidade, forma (largo, comprido, achatado, redondo, etc.), ris-

co de danos( frágil, explosivo, inflamável, tóxico, radioativo,

contaminável, etc.) e pelas suas condições (instável, pegajoso,

sujo, pulverizado, quente, supercongelado).

PELA FINALIDADE QUE SE DESTINAM

Produtos acabados :São itens que, por terem sido produzi-

dos pela organização, são por ela comercializados.

Matérias-primas: São os itens que, de forma direta ou me-

Diante transformação, se incorporam ao produto acabado.

Materiais Indiretos: Correspondem a todos os itens de que

A organização se utiliza e que não são incorporados ao produto

acabado, mas contribuem de forma indireta na sua fabricação,

podendo ser agrupados em:

. Complementares: interferem diretamente nos processos

de produção (sobressalentes dos equipamentos de pro-

dução de ferramentas, lubrificantes, etc.);

. Auxiliares: não interferem nos processos de produção (do-

cumentos técnicos e administrativos).

PELO GRAU DE VALOR

Esse sistema, também conhecido como classificação ABC, con-

siste na ordenação decrescente de todos os itens em função de

um valor, que pode ser o seu preço, sua freqüência de saída, ou qual-

quer outro critério julgado de interesse para o administrador.

A metodologia típica é empregada da seguinte forma:

>; calcular o valor do consumo de cada item nos últimos 12

meses (valor médio unitário X quantidade anual consu-

mida);

>; ordená-los decrescentemente;

>; acumular o consumo de todos os itens no período;

>; calcular a percentagem do valor de cada item em função

do consumo acumulado;

>; agrupá-los dentro das faixas ;

>; calcular a percentagem de cada item em função do nú-

mero total de itens.

A classificação percentual dos itens consumidos é uma in-

Formação de vital importância na distribuição física dos itens

Pelas áreas de armazenagem e, como já se viu de forma superfi-

cial, os itens mais populares devem ficar em áreas próximas da

expedição.

Mas, como conceituar um item como popular? Itens popu-

lares são aqueles que têm uma frequência de solicitação signifi-

cativamente superior em relação aos demais; note-se que se ex-

pressa frequência e não quantidade. É errônea a interpretação

de que os itens Classe A são os mais populares, haja vista que,

para ser Classe A, considera-se Demanda X Preço Unitário. E,

neste critério, 800 parafusos de um Real equivalem a uma

turbina de 800 reais. Porém, considerada a frequência de

solicitação, ter-se-ia, por exemplo, que o parafuso foi solicitado

200 vezes em lotes de quatro unidades e a turbina uma única

vez no mesmo período, sendo, portanto, para nossa análise, o

parafuso mais “popular” que a turbina, devendo, por isso, ficar

mais próximo à expedição ou em lugar de acesso mais fácil.

Apenas como forma de apresentação didática, para seguir a me-

todologia do critério ABC ou XYZ, pode-se arbitrar, por exem-

plo, um método 1, 2 e 3, onde 1 e 3 seriam os mais populares e

menos populares respectivamente.

Dentro dos conceitos da ergonometria, tais itens devem ser

Estocados em áreas de fácil acesso, visualização e remoção.

Assim, devem estar distribuídos pelas áreas de armazena-.

gem de forma mais racional, evitando o cansaço desnecessário

do homem de armazenagem, bem como a redução de seus itine-

rários.

Por julgar oportuno, cita-se que é prática a inclusão, no cri-

tério ABC, de mais duas classificações, que atendem pelas le-

tras D e E, quais sejam:

>; D : itens que não tiveram demanda no período obser-

vado, onde podem estar incluídos itens obsoletos, deven-

do, portanto, ser objeto de análise;

>; E : itens incorporados ao estoque recentemente, fato que

pode ser desconhecido dos “consumidores”, que por isso

não os solicitam.

PELA ESSENCIALIDADE DO ITEM

Independentemente de sua classificação, existem alguns

itens que, se faltarem, ocasionarão sérios prejuízos e compro-

metimentos às operações produtivas. Tais itens são considera-

dos críticos e, como tal, podem ser classificados em:

>; X – itens imprescindíveis ao funcionamento da organi-

zação, cuja falta resulte na paralisação de uma ou mais

fases operativas vitais (produção e vendas), ou envolva

riscos relacionados às seguranças pessoal e/ou patrimo-

nial, não sendo possível a substituição por equivalentes.

>; Y – itens imprescindíveis ao funcionamento da organi-

zação, cuja falta afete uma ou mais fases operativas vi-

tais, acarretando a mudança da programação ou redu-

ção da produção, mas que possam ser substituídos por

equivalentes ou alternativos;

>; Z – itens não-imprescindíveis ao funcionamento da em-

presa, cuja falta não acarrete paralisação, mudança de

programação ou redução da produção.

P a u l o C e s a r P ê g a s F e r r e i r a

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às outubro 16, 2012 por em Armazenagem e marcado , , , , , .
%d blogueiros gostam disto: