WMSA LOGÍSTICA

Blog sobre Logistica, Transporte e Armazenagem

AUDITORIA LOGÍSTICA

Há dois tipos básicos de auditoria:

1 – Visando melhorias nos processos produtivos e administrativos.

2 – lnvestigativa, motivada por ética ou probidade.

A segunda, cuja subordinação deve se dar ao presidente da

corporação ou conselho de administração de uma companhia, in-

vestiga e resolve atuações em não conformidade com a ética, pro-

bidade e remete o tema, quando verificados desvios, para a esfera

punitiva ou mesmo do Ministério Público (justiça, polícia).

A primeira, feita em tom colaborativo, tende para uma consul-

toria reforçadora de padrões mínimos de atuação, com verifica-

ções e aprofundamento de itens técnicos em várias unidades de

trabalho. Poderia ser chamada de inspeção técnica ou ainda de

disseminação de boas práticas, uniformizando procedimentos con-

siderados relevantes para a corporação. .

Focalizando a primeira, de conteúdo técnico e corporativo, ela

se faz com base no papel de sede da corporação, por órgãos técni- I

cos de diversas partes da cadeia produtiva, acumulando competên-

cia e disseminando conhecimento por todas as distintas unidades

de operação.

Ocorre que as diferentes unidades produtivas possuem distin-

tos volumes e complexidades de trabalho, permeando soluções e

caminhos particulares, por vezes inovadores. ‘

Estas informações são captadas pelos auditores e repassa-

das, após um tratamento mínimo de conteúdo e forma, às demais

unidades de trabalho.

Dependendo da situação, podem se tornar normas ou padrões

da corporação.

Para realizar estas auditorias técnicas, costuma-se acumular

um check-list de conteúdo quantitativo e qualitativo, para cada con-

junto de subtemas.

Por exemplo, utilizam-se indicadores de consenso para medir

performance, quantidade, volumes, custos, etc. quando variáveis

quantitativas.

Para as variáveis qualitativas, costuma-se perguntar se existe

ou não determinada ação, se é executado ou não determinado

procedimento.

Neste campo contributivo, a devolução da auditoria se dá ao in-

teressado em melhorar o seu processo, o responsável pelo assunto.

Esta é uma forma de garantir que ele aceitará o feedback e

tomará as ações corretivas, estando protegido de uma investida

de hierarquia superior que venha a se dar sem defesa ou alinha-

mento de ações de correção, caso existam.

De forma defasada, pode ser dada ciência ao superior hierár-

quico do diagnóstico e das ações de melhoria que estão sendo

planejadas ou estejam em curso.

Isto garante:

* Aderência pelo auditado.

* Disseminação das normas e boas práticas.

* Desenvolvimento do auditor.

* Aceitabilidade da auditoria.

São recomendáveis:

* Escolha do perfil dos auditores, tendente a Sênior e de reco-

nhecida competência na comunidade.

* Previsibilidade de data e do conteúdo que será aplicado na

auditoria (o auditado se prepara e com isto já exerce o papel

de correção).

* Cautela na divulgação e disseminação de desconformidades,

que só interessam aos que requerem correções e não devem

ser motivo de comparações exaustivas e degeneradoras de

ambientes.

* Participação de unidades produtivas nas auditorias de outras

unidades.

Com relação à quantidade de auditorias por ano e as diferentes

origens das mesmas, uma prática saudável é a concentração de

todas elas em um só evento anual, de forma a causar um baixo

impacto no auditado e otimizar a visão global do sistema, produzin-

do um efeito organizado de desdobramento e acompanhamento de

ações de correção a ambos, o auditor e o beneficiado.

Check-list em auditoria – exemplo

1 -Time da auditoria;

2 – Dados do auditado;

3 – Destaques positivos;

4 – Destaques para melhoria;

5 – Ações a serem empreendidas;

6 – Assuntos a serem verificados;

6.1 – Documentação;

6.2 – Existência de estratégia;

6.3 – Aderência das operações à estratégia existente;

6.4 – Organização estrutural e “funcionograma”;

6.5 – Tratamento de não-conformidades;

6.6 – Existência de indicadores relevantes;

6.7 – Uso de indicadores para a gestão;

6.8 – Nível de padronização;

6.9 – Conhecimento e uso de padrões;

6.10 – Medição da contribuição da atividade nos resultados.

A r m a n d o O s c a r C a v a n h a F i l h o

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: